Quem pode mudar o Brasil?

Esta é a pergunta que deu origem ao projeto apartidário e sem fins lucrativos “Ela Candidata”, feito por e para mulheres que acreditam na mudança social através da política.

Somos mais de 50% da população brasileira, responsáveis  pelo sustento de 40% das famílias, mesmo ganhando menos que os nossos colegas, tendo jornadas duplas de trabalho e não contando com o apoio de políticas públicas eficientes.

Se agindo individualmente ou em pequenos grupos nós conseguimos conquistar muitas coisas, imagina se estivermos melhor representadas na política?

Juntas nós podemos transformar o país.

Onde estão as candidatas?

Aqui.

O Ela Candidata existe para dar visibilidade a mulheres que atuam na política e ser uma ponte entre elas e nós, eleitoras.

Publicaremos entrevistas e perfis de candidatas dos mais diversos partidos e orientações políticas, questionando seus posicionamentos e projetos, e contando um pouco sobre sua trajetória.

Conheça as candidatas, saiba quais são as suas propostas e porque elas desejam o seu voto.

Onde nós atuamos?

São Paulo concentra o maior número de eleitores no Brasil, por isso decidimos focar a nossa ação no estado.

Na última eleição nenhuma mulher se candidatou para o governo de SP e somente duas eram vices em chapas.
As duas candidatas ao senado conseguiram apenas 2% e 0,53% dos votos válidos.  E havia apenas uma candidata a suplente e outra a segunda suplente, contra 11 homens em cada função.

No total, 1.124 mulheres se candidataram e apenas 859 concorreram no processo eleitoral em São Paulo, contra 2.207 homens. As candidatas não ocuparam sequer os 30% exigidos por lei aos partidos, apenas 28%.

Entre as eleitas, essa porcentagem é ainda pior. As mulheres não assumiram nem 10% das cadeiras do congresso federal reservadas para São Paulo e estão a frente apenas de 10 dos 94 gabinetes da câmara legislativa do estado.

Razões para agir

Entre 193 países, o Brasil ocupa a 154 posição no ranking de mulheres na política, da União Interparlamentar, atrás inclusive do Afeganistão. No continente americano nós só estamos a frente de Belize e do Haiti.

Apenas 10% do Congresso Federal é formado por mulheres, ou seja, 51 deputadas nos representam.
Entre os deputados estaduais e distritais somos 11%, já entre os vereadores, há 1 mulher para cada 7 homens.

Na última eleição, apenas 19% dos candidatos ao senado eram mulheres, destas, só cinco se elegeram, contra 22 homens.

Isso porque todos os partidos, exceto a Rede, investiram menos nas campanhas de suas candidatas que nas de seus candidatos, na última eleição.

Além disso, as mulheres brancas ainda conseguem ocupar duas vezes mais cargos políticos que as mulheres negras. Precisamos ouvir as candidatas afrodescentes, indígenas, ribeirinhas…

Se o crescimento do número de mulheres em cargos políticos continuar no mesmo ritmo dos últimos anos, apenas em 2080 alcançaremos a igualdade.

Razões para acreditar

As candidatas a presidência na última eleição conseguiram 64% dos votos válidos, conquistando 3 lugares entre os 5 candidatos mais votados, inclusive o primeiro lugar.

Em São Paulo, mais mulheres que homens com menos de 30 anos concorreram na última eleição. No Rio de Janeiro, Marielle Franco, a quinta vereadora mais votada, fez sua campanha com a doação de pessoas físicas (66%), em sua maioria mulheres, que doaram menos de R$ 300.

De acordo com uma lei de 2009, cada partido ou coalizão deve reservar pelo menos 30% de suas vagas para candidatura de mulheres. Ou seja, há candidatas que representam os mais diversos pensamentos e perfis políticos concorrendo e você pode saber mais sobre elas aqui.

Escolha a mulher que te representa, divulgue as suas ideias e participe da campanha!